sábado, 5 de junho de 2010

Primeira visita de Lafayete e Alzira à Cristina e Lycurgo - Santana do Matos - 1939

Por Lycurgo Nunes Quarto

A foto registra a primeira visita feita por Lafayete Diógenes Maia e Alzira Fernandes Diógenes, acompanhados dos filhos Luiz Gonzaga Diógenes, Napoleão Diógenes Fernandes e Fernando Diógenes Fernandes, à sua filha Cristina Diógenes Nunes e ao genro - o então Promotor de Justiça Lycurgo Ferreira Nunes – recém-casados, residentes em Santana do Matos – RN, primeira Comarca em que Lycurgo exerceu o mister de representante do Ministério Público Estadual.
Histórica, na medida em que a referida visita se dava a título de reconciliação, uma vez que, por motivos políticos (as famílias de Lafayete e Lycurgo militavam em partidos políticos divergentes), Lafayete não queria nem aceitava o casamento de Cristina, sua filha mais velha, com um membro da família Ferreira Nunes, adversários políticos em Pau dos Ferros.
Cristina, estudando em Mossoró e morando na casa de um seu tio-avô – o Sr. Pedro Fernandes Ribeiro, o tio “Pedrinho” - e contando com a ajuda e o beneplácito do citado tio e de um casal parente e amigo (Raimundo Nonato Alfredo Fernandes/Alzenita Fernandes), programou o casamento com Lycurgo para o dia 12 de fevereiro de 1939, sem o devido consentimento ou até mesmo conhecimento dos pais Lafayete/Alzira que residiam na Fazenda Melancia. A cerimônia foi realizada na casa do casal citado, às 08:00 horas, e celebrada pelo famoso e legendário Padre Motta, amigo do noivo.
Frise-se que as rusgas e as divergências existentes entre Lafayete e Lycurgo foram logo dissipadas, tanto é que, no mesmo ano do casamento, ou seja, em 1939, Lafayete empreendeu a citada viagem em busca da reconciliação, no que obteve pleno êxito, uma vez que se tornaram amigos, aonde o respeito, a consideração e o bem querer eram mútuos e uma constante entre sogro e genro.
Lycurgo era o único genro, pois, dos doze filhos do casal Lafayete/Alzira só havia duas mulheres – Cristina e Maria Alzir – e, esta, celibatária convicta, nunca casou.

LEGENDA DA FOTO:
Da esquerda para a direita:
Adultos:
Alzira Fernandes Diógenes, com 41 anos
Lafayete Diógenes Maia, com 45 anos;
Luiz Gonzaga Diógenes, com 19 anos;
Crianças:
Fernando Diógenes Fernandes, com 05 anos e
Napoleão Diógenes Fernandes (Pipiu) com 07 anos.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Fórum Eleitoral Lycurgo Ferreira Nunes

A Justiça Eleitoral do RN prestou uma grande homenagem ao
Desembargador Lycurgo Nunes, quando, no dia 27 de maio de 2010, inaugurou
um moderno prédio que servirá de Fórum Eleitoral à Cidade de Pau dos
Ferros e demais cidades componentes 40ª Zona eleitoral. Deu, ao
referido fórum, o nome de "Fórum Eleitoral Desembargador Lycurgo
Ferreira Nunes".

sábado, 29 de maio de 2010

Casamento de Deinho e Tininha - 1964


Por Licurgo Nunes Quarto

LEGENDA DA FOTO DO CASAMENTO DE MARIA CRISTINA  DIÓGENES NUNES MARCELINO/JOSÉ MARCELINO NETO (DEINHO), REALIZADO A 12 DE FEVEREIRO DE 1964, EM NATAL - RN.

Identificando apenas os membros da família Diógenes, e seus respectivos agregados, uma vez que a foto está direcionada ao Blog www.familiadiogenesnobrasil.blogspot.com.

O casamento acima referido foi realizado no dia em que o casal Licurgo Nunes/Cristina Diógenes, pais da noiva, comemorava as “bodas de prata”, ou seja 25 anos de casados.

A foto foi feita na rampa que dava acesso à varanda da casa, localizada à rua Apodí, 597, vizinha à Igreja de Santa Terezinha, no Tirol, em Natal – RN,  em cuja casa  morava o casal Licurgo/Cristina e filhos. A citada casa foi demolida e em seu local foi erguido um Edifício residencial.

Última fila da esquerda para a direita: Licurgo Nunes Terceiro, com 21 anos (é o de paletó, onde a gravata está bem evidenciada); Pedro Diógenes Fernandes, com 40 anos (lá atrás,  o último da esquerda); Francisco Sebastião Diógenes, Seu Chiquinho, com  27 anos; Licurgo Nunes Quarto, com 16 anos (ao lado de seu Chiquinho);  Lafayete Diógenes Neto (Diosneto), com 22 anos ( o terceiro após Licurgo Quarto); Antonio Diógenes Fernandes, (Toinho), com 31 anos (é o mais alto); Pergentino Bezerra, casado com Cristina Diógenes Bezerra, que era  filha de José Diógenes Maia (ao lado esquerdo de Toinho); Oda Rodrigues Diógenes, com 27 anos (à frente de Toinho);

Fila onde estão os noivos (também da esquerda para a direita): Maria da Conceição Diógenes Nunes, com 17 anos (é a 2ª do lado direito da noiva); Severina Chaves Filha, Ceci, com 16 anos (ao lado da noiva); a noiva, Maria Cristina Diógenes Nunes Marcelino, com 19 anos; o noivo, José Marcelino Neto, Deinho, com 26 anos; Licurgo Nunes Quinto, com 13 anos; Cristina Diógenes Nunes, mãe da noiva, com 46 anos; Licurgo Nunes Júnior, com 23 anos; Licurgo Ferreira Nunes, pai da noiva, com 54 anos; Maria Alzir Diógenes, com 37 anos; Alzira Fernandes Diógenes, avó da noiva, com 66 anos ( é a de preto).

Fila das crianças, da esquerda para a direita: Lúcia de Fátima Freire Diógenes, com 10 anos (em frente à noiva); Maria Carmen Freire Diógenes Rego, com 07 anos (é a que está com o braço esquerdo flexionado, em frente a Lúcia); Licurgo Nunes Sexto, com 11 anos (de paletó, em frente ao noivo) e, finalmente, Pedro Diógenes Júnior, com 08 anos (de calça curta à frente de duas crianças de paletó).

sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Causos de Pipiu Diógenes"


Por Licurgo Nunes Quarto

“Pipiu Diógenes” (Napoleão Diógenes Fernandes), agropecuarista e Funcionário da Agência dos Correios e Telégrafos de Pau dos Ferros, estava sentado à sua calçada, à tardinha, quando viu que “Pedro de Nicolau”, um seu compadre e vizinho de propriedade, caminhava apressadamente em direção ao Quartel de Polícia.

Sabedor de que o referido compadre tinha um filho meio “trabalhoso” e percebendo a agitação que tomava conta do pai aflito, não se conteve e gritou: “Compadre Pedro, o que está ocorrendo?” O amigo se aproximou e contou: “Compadre Pipiu, é que o meu filho se meteu em uma briga lá na Praça da Matriz e foi preso. O que é que eu faço? Estou desesperado”. Pipiu, do alto da sua sapiência, e querendo ajudar ao compadre preocupado, disse: “Olha compadre, não sei se é verdade, mas, o que dizem por aí é que, com qualquer dez reais o delegado solta na hora”. “É mesmo compadre Pipiu?”, exclamou o pai angustiado. “Então vou lá agora”. Pipiu, depois de orientar como proceder, ficou na maior expectativa para saber o resultado. Meia hora depois, lá vinha o compadre “Pedro de Nicolau” de volta, trazendo o filho ao lado. Pipiu, sem conter a ansiedade, foi logo perguntando, sem deixar nem que o referido compadre se aproximasse: “E aí, Pedro, ‘dezzinho’ mesmo?” “Que nada compadre” – respondeu Pedro – “com ‘cinquinho’ mesmo eu resolvi”.

Outra com Pipiu:

Cansado de chegar à sua Fazenda “Melancia” e encontrar embriagado um seu trabalhador rural, conhecido por “Chico de Zé Quileto”, Pipiu Diógenes lançou um “ultimatun” ao operário: “Chico de Zé Quileto, da próxima vez que eu chegar aqui e lhe encontrar bêbado, não tem conversa; eu lhe dispenso; mando-lhe ir embora”. “Tá certo, Senhor Pipiu, o senhor tem razão”, concordou o infeliz morador.

Na semana seguinte, ao chegar à propriedade rural, Pipiu percebeu, de longe, que Chico estava “melado” novamente. “Ah, meu Deus do Céu! Olha só Araní, lá está Chico bêbado de novo”. “ Araní, hoje ele vai embora”. “Chiiiico, venha cá, você tá bêbado outra vez?” “O que foi que eu lhe disse?” “’Mas’ seu Pipiu, eu não ‘tô bebo’ não”, retrucou o pobre coitado. “Tá não, é? Então faça um quatro aí, com as pernas, prá ver se consegue”, desafiou o patrão. “Mas, Seu Pipiu”,(retrucou Chico), “se eu sou ‘anarfabeto’, como é que eu vou fazer um quatro”.

sábado, 22 de maio de 2010

Dr. Pedro Diógenes Fernandes - Homenagem Póstuma

Por Licurgo Nunes Quarto

(Homenagem póstuma prestada por Licurgo Nunes Quarto, quando da realização da festa anual de confraternização da Família Diógenes).

Pau dos Ferros, o Alto Oeste Potiguar e o Rio Grande do Norte perderam, há poucos dias, um grande homem público, um excelente administrador, um profissional liberal de primeira grandeza, além de um grande entusiasta e grande incentivador e apoiador desta nossa festa de confraternização. E eu, particularmente, perdi um tio, dos mais respeitados e queridos, bem como perdi um amigo e um colega de profissão.

Refiro-me ao Dr. Pedro Diógenes Fernandes, um Diógenes, na acepção da palavra, que possuía, que carregava consigo todos os caracteres peculiares a um Diógenes autêntico, quais sejam a disposição para o trabalho, a lealdade, a amizade, a solidariedade e a firmeza nos propósitos, legados estes herdados do casal precursor, os seus pais, Lafayete Diógenes Maia e Alzira Fernandes Diógenes.

Aluno destacado do Centenário e legendário “Grupo Escolar Joaquim Correia”, aonde já chegou alfabetizado, - “sabendo ler e escrever e fazendo as quatro operações matemáticas” ( Maria Luzinete de Lima, em “Doutor Pedro Diógenes Fernandes: sua influência na história e na cultura do alto oeste Potiguar”, pag. 75 ) pois teve o privilégio de ter em casa uma professora diplomada, a sua mãe Alzira Diógenes.

Neste estabelecimento de ensino primário, foi aluno do Professor Manoel Jácome de Lima, o Professor Dubas, que viria a se tornar uma das maiores referências do ensino no nosso Rio Grande do Norte, bem como o grande pesquisador da história de Pau dos Ferros. Seguiu, então, o adolescente Pedro Diógenes para Mossoró, quando estudou no não menos legendário e centenário Ginásio Diocesano Santa Luzia, para cursar o ginasial e daí para Natal onde cursou o científico no Colégio Estadual do Atheneu Norteriograndense.

Com determinação e o firme propósito de fazer o curso superior de odontologia, fixou residência em Recife. Concluindo o curso superior de Odontologia na Faculdade de Medicina e Odontologia do Recife, e declinando do honroso convite para lecionar a disciplina de Cirurgia na referida faculdade, optou em voltar a Pau dos Ferros, às suas origens, ao seu torrão natal, ao seu nascedouro, num sentimento atávico de servir à sua terra e à sua gente, numa espécie de retribuição à terra que lhe dera o berço, tornando-se o primeiro pauferrense com nível superior em odontologia a exercer o mister da profissão na sua Cidade. E o fez de maneira digna, honrosa e ética.

Dizia sempre que “aquele que não é capaz de servir à sua terra, à sua gente, não seria capaz de trabalhar ou de servir à terra de ninguém”.

Em todas as atividades que lhe foram confiadas, bem como em todas as funções que lhe foram outorgadas, Pedro Diógenes se houve de maneira brilhante, exercendo-as de modo a que lhe fossem atribuídos grandes méritos. Trabalhador incansável, fez da labuta diária uma constante em sua vida.

Trabalhou em todos os serviços públicos de saúde de Pau dos Ferros e cidades circunvizinhas. Desde hospitais, postos de saúde a sindicatos e associações beneficentes.

Tesoureiro geral da Prefeitura Municipal de Pau dos Ferros, na administração do Prefeito Licurgo Nunes, inovou a maneira de cobrar os tributos municipais, tornando-se um tesoureiro vigilante, brioso e responsável com o erário público.

Professor de matemática e ciências, e diretor de vários estabelecimentos de ensino, durante três décadas, contribuiu em muito para a formação cultural e intelectual de algumas gerações de pauferrenses.

Qualquer empreendimento que se planejasse ou que se iniciava em Pau dos Ferros – quer na fundação de clubes de serviços – como Clube Centenário Pauferrense (CCP) ou Lions Clube - como na formação de alguma comissão que visasse a criação de qualquer sociedade beneficente ou sindicato, ter-se-ia que incluir o Dr. Pedro Diógenes na sua formação. E tê-lo era a certeza de sucesso na empreitada, pois o Dr. Pedro Diógenes era sinônimo de organização, de responsabilidade e, acima de tudo, de “dar conta do recado” em qualquer missão que lhe fosse confiada.

Eleito Prefeito Municipal de Pau dos Ferros, realizou uma administração eficiente, moderna, diligente, com grandes realizações e obras que se sobressaem ainda nos dias atuais. Muito honesto e cioso das suas responsabilidades, fez da sua administração, frente à Prefeitura, um laboratório de como ser um grande gestor das finanças e dos bens públicos, coisa rara, aliás, nos dias atuais.

Esposo dedicado e amoroso, teve na Professora Maria do Carmo Freire Diógenes sua companheira, esposa e amiga de todas as horas, numa feliz união que perdurou por 55 anos. A Professora Maria do Carmo foi uma grande baluarte e auxiliar do Dr. Pedro Diógenes na árdua e difícil tarefa de administrar o lar e criar os filhos, corroborando com o preceito que diz que “ao lado de um grande homem existe sempre uma extraordinária mulher”.

O exemplo que ele deixa de homem probo, íntegro, honesto e trabalhador é um lenitivo, um conforto, não somente para a Professora Maria do Carmo, sua dedicada esposa, que está a prantear a sua partida, mas é, sobretudo, um legado aos seus irmãos Luiz Gonzaga Diógenes, José Diógenes Sobrinho, Antonio Diógenes Fernandes e Francisco Sebastião Diógenes (tio Chiquinho, o caçula) remanescentes da prole de dez filhos do casal Lafayete Diógenes Maia/Alzira Fernandes Diógenes, cuja prole era ainda composta por Cristina (minha mãe, de saudosa memória), Aldair (carinhosamente chamado por todos os sobrinhos de tio Dadá) , Maria Alzir (a nossa tia Zizi, mulher dinâmica e avançada no seu tempo), Napoleão (Pipiu, o grande Pipiu da “doce Arani” ), Fernando (tio Nanando – o Aragão), bem como aos seus filhos Lucia de Fátima Freire Diógenes, Pedro Diógenes Júnior (in memorian) e seus filhos, Maria Carmem Freire Diógenes Rego, Ângela Cristina Freire Diógenes Rego, José Otávio Freire Diógenes e Francisco Lafayete Freire Diógenes.

Que Deus, na sua infinita bondade, e Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de todos nós pauferrense nos dêem, a todos, a devida conformação pela sua partida, bem como a certeza de que para o Dr. Pedro Diógenes Fernandes há um lugar reservado no reino dos céus.

Esta é, pois, caros parentes e amigos, a homenagem que presto ao Dr. Pedro Diógenes, meu tio, amigo e colega Dentista - repito - e peço a todos os presentes a esta confraternização que, cada um a seu modo, e à sua maneira, em um momento de introspecção, elevem as mentes aos céus em sua memória.
Muito obrigado.

Pau dos Ferros, RN, em 18 de julho de 2009.
Licurgo Nunes Quarto - Cirurgião Dentista - licurgoquarto@digizap.com.br